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A MAIS BELA DAS GALINHAS

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Locução: Teresa Silva

História em Língua Gestual

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Estava ali um galinheiro que dava gosto ver. Limpo e asseado e com as galinhas mais vistosas. À volta do galinheiro, a terra era boa, era fértil, dava belos legumes, árvores de fruto carregadas de fruta deliciosa. Na terra, as minhocas vivam em paz, porque agora as galinhas não esgravatavam tudo para as apanhar. As galinhas modernas comiam ração, petiscos deliciosos como baguinhos de milho e outras coisas que elas comem. Não sei bem o quê, nunca fui galinha, hei de reparar nisso. A mais bela das galinhas gostava muito de ser a mais bela das galinhas. Via-se nos reflexos de água como se estivesse ao espelho e suspirava:

Como sou linda. Como o meu bico ficaria bem com um batom que o alindasse. Que não seria deste par de olhos se aparasse as sobrancelhas. Como seriam estas pernas depois de lhe arrancar algumas penas, para mostrá-las e toda a sua beleza.

Um dia, fizeram um filme ali mesmo. Puseram câmaras e luzes, atrizes e atores pelo campo fora, e todos falavam e agiam de forma diferente do que era a sua forma habitual, pois estavam a representar. A galinha ficou toda entusiasmada e pulou para cima de uma cerca e pôs-se a dar nas vistas: aqui, aqui, sou muito bela, bonita, talentosa, contratem-me. Aposto que fazia o meu papel melhor de que todos vocês. Ninguém a ouvia cacarejar, mas num momento de silêncio o realizador, a figura principal do filme, ouviu-a, viu-a e apontou para ela:

– Tragam-me aquele animal.
– Eu não sou um animal, sou a mais bela das galinhas.

Lá a levaram. O realizador olhou-a dos pés ao alto da cabeça:

– Pintem-na de preto e ponham-lhe uma crista vermelha.
– Ai de mim, entristeceu-me a galinha.
– Estou mesmo a precisar de um galo neste filme. E este galinheiro não tem um único galo!

Zás. Pintada de preto, com crista vermelha, nasceu uma estrela.

Assim a galinha se tornou artista e foi o galo mais visto no mundo inteiro.

Alexandre Honrado

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Vem Dançar e Cantar

De cá para lá

De cá para lá
De lá para cá
Segue assim o mundo
Se eu não estou cá

A cor dos meus olhos

Não me tiram esta cor
Que tenho nos meus olhos
Se é assim o meu amor
Eu vejo com os meus olhos

Qualquer coisinha…

Qualquer coisinha
Me sabe tão bem
Cantar na cozinha
No banho também

Voltas que se dão

Voltas que se dão
Tantas voltas que se dão
Só para se ser feliz
Aquece o coração

Guerra e Paz

Guerra e Paz

Qual o valor da terra
Se dá flor para murchar
Qual o sabor da guerra
Quando a paz se ganha a matar

25 de Abril

Liberdade

A minha voz
Tem os sonhos a girar
A minha pele
É janela colorida

Qual?

Qual é a cor
Que trazes para mim
Será que tem princípio?
Será que tem fim?

Olha para mim

Olha para mim
Que estou aqui
P´ra te cantar
Sabes mesmo assim

Dar a volta ao mundo

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

Ninguém à janela

Quando olho para ti

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

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