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METER MEDO AO SUSTO

Meter medo ao Susto

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História em Língua Gestual

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Nunca pensei que acontecesse uma coisa assim.
O mundo estava parado, para combater um vírus malvado e todos os monstros das histórias reuniram-se nas suas salas de estar e ligaram os seus computadores e falaram uns com os outros por TM, que é assim que se chama a Teleconferência de Monstros.
Falou o Monstro da Noite Escura de Por os Cabelos em Pé e só de vê-lo e ouvi-lo pelo computador, só de vê-lo no ecrã e escutá-lo pelas colunas de som, metia respeito: era feio e poderoso. Um verdadeiro monstro.
– Amiguinhas, amiguinhos, monstros antigos, recentes, jovens e bebés monstros, a hora é difícil. Nós somos monstros de história, não fazemos mal a ninguém, e agora temos um monstro à solta que quer dar cabo de nós.
Todos os outros monstros disseram, ah, pois é, ah pois é.
– A hora é tão difícil – continuou o Monstro da Noite Escura de Por os Cabelos em Pé – que até as monstruosas irmãs Mãos Sujas tiveram de lavar as mãos!
Todos os outros monstros disseram, ah, pois é, ah pois é. E olharam para as manas, que brilhavam de lavadinhas e perfumadas.
– Fomos ao banho – disse uma delas.
– Nem sabíamos bem o que era lavar as mãos!
Disse o Monstro do Tempo Perdido:
– Nem as reconhecia. Sem as mãos sujas parecem outras.
As manas sorriram.
O Monstro do Pó de Rodapé disse:
– Eu falo em meu nome e dos Monstros que às vezes dormem debaixo da cama: esse vírus tem de ser vencido.
Aplausos. E todos os outros monstros disseram, ah, pois é, ah pois é.
O Monstro da Noite Escura de Por os Cabelos em Pé disse assim:
– Não é só lavar as mãos. É lavar tudo, até atrás das orelhas. Até a roupa. Não tocar em nada que venha da rua, até passar umas horas num sítio isolado e ao ar. É descascar a fruta e cozinhar todos os alimentos. É pregar sustos ao vírus!
O Monstro de Fazer Medo no Escuro disse:
– É uma luta de todos nós contra o vírus. Ninguém pode ficar de fora, nem com a cabeça à janela ou a passear pelas cidades, a concentrar-se nos campos, a bronzear-se nas praias ao lado do farnel, do telefone a tocar música monstruosa, a bronzear cabeça, tronco e membros, se é que me faço entender.
O Monstro da Noite Escura de Por os Cabelos em Pé acabou a reunião:
– Fiquem em casa. Metam medo ao vírus. Vamos vencer.
Todos os outros monstros disseram, ah, pois é, ah pois é. E ficaram em casa, prontos a meter medo ao susto, perdão, ao vírus.

Alexandre Honrado

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Vem Dançar e Cantar

De cá para lá

De cá para lá
De lá para cá
Segue assim o mundo
Se eu não estou cá

A cor dos meus olhos

Não me tiram esta cor
Que tenho nos meus olhos
Se é assim o meu amor
Eu vejo com os meus olhos

Qualquer coisinha…

Qualquer coisinha
Me sabe tão bem
Cantar na cozinha
No banho também

Voltas que se dão

Voltas que se dão
Tantas voltas que se dão
Só para se ser feliz
Aquece o coração

Guerra e Paz

Guerra e Paz

Qual o valor da terra
Se dá flor para murchar
Qual o sabor da guerra
Quando a paz se ganha a matar

25 de Abril

Liberdade

A minha voz
Tem os sonhos a girar
A minha pele
É janela colorida

Qual?

Qual é a cor
Que trazes para mim
Será que tem princípio?
Será que tem fim?

Olha para mim

Olha para mim
Que estou aqui
P´ra te cantar
Sabes mesmo assim

Dar a volta ao mundo

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

Ninguém à janela

Quando olho para ti

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

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