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O REINO DISTANTE

O Reino Distante

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Locução: Alexandre Honrado

História em Língua Gestual

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Acreditem, eu, quando era pequeno, adorava histórias com rainhas, com reis, com coroas na cabeça e reinos distantes. Eu não sabia bem o que era isso dos reinos distantes, mas achava que um ia poderia ir visitá-los com a possibilidade de cumprimentar o rei e dançar um bocadinho com a rainha. O rei era muito parecido com um boneco que eu tinha e que às vezes ia à guerra e outras conduzia um comboio e a rainha era tal e qual a boneca da minha irmã, aquela com tranças e vestido azul com estrelas amarelas.
Não sei se sabem mas agora estou grande e a viver em casa. Arranjo todos os jogos que posso para passar o tempo. Jogo à bola, com cuidado, porque a balinha pode ser a janela da sala e partir-se, jogos às adivinhas, jogos aqueles jogos que precisam de dados e tabuleiro e pedrinhas coloridas e essas coisas.
Um da destes estava à procura desses jogos e procurei tão bem que até procurei debaixo de uma cama, que tínhamos para as visitas quando tínhamos visitas, não é agora o caso. Estiquei-me, muito bem esticadinho e descobri debaixo dessa cama as coisas mais divertidas.  Já nem me lembrava que as tinha usado, e tanto, há anos atrás.
E de repente, saiu de lá, primeiro, o rei das minhas histórias, com um casaco de malha que era da minha mãe mas que encolheu ao ser lavado. E depois a rainha. Linda, com tranças e vestido azul com estrelas amarelas. E um bocadinho de pó. Fui logo contar a toda a gente: vejam, vejam, descobri onde fica o reino distante.
Nessa noite, até dormir com sonhos lindos.

Alexandre Honrado

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Vem Dançar e Cantar

De cá para lá

De cá para lá
De lá para cá
Segue assim o mundo
Se eu não estou cá

A cor dos meus olhos

Não me tiram esta cor
Que tenho nos meus olhos
Se é assim o meu amor
Eu vejo com os meus olhos

Qualquer coisinha…

Qualquer coisinha
Me sabe tão bem
Cantar na cozinha
No banho também

Voltas que se dão

Voltas que se dão
Tantas voltas que se dão
Só para se ser feliz
Aquece o coração

Guerra e Paz

Guerra e Paz

Qual o valor da terra
Se dá flor para murchar
Qual o sabor da guerra
Quando a paz se ganha a matar

25 de Abril

Liberdade

A minha voz
Tem os sonhos a girar
A minha pele
É janela colorida

Qual?

Qual é a cor
Que trazes para mim
Será que tem princípio?
Será que tem fim?

Olha para mim

Olha para mim
Que estou aqui
P´ra te cantar
Sabes mesmo assim

Dar a volta ao mundo

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

Ninguém à janela

Quando olho para ti

O que é meu
O que é teu
Já não sei
Não sei bem

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